Publicado por: ferdesigner | 21/11/2014

Furnas está apenas 5 metros acima do mínimo

RENE MOREIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO – O ESTADO DE S.PAULO

Reservatório registra o pior nível desde 2001 e usina opera hoje com apenas 20% de sua capacidade

A represa da Usina de Furnas registrou o pior nível de setembro desde a crise do apagão, registrada em 2011. O reservatório está apenas 5 metros acima do mínimo e a usina opera com 20% de sua capacidade. O patamar da represa está em 755 metros em relação ao nível do mar, muito perto de bater o recorde de baixa, em dezembro de 1999, quando chegou a pouco menos de 752 metros.

Furnas Centrais Elétricas garante que, apesar do nível baixo, não há risco de vir a ser prejudicada a geração de energia. Entretanto, percorrendo o Lago de Furnas, vê-se o quanto ele diminuiu e os prejuízos para dezenas de municípios de Minas Gerais. Os números do Operador Nacional do Sistema (ONS) comprovam a situação que, mesmo não afetando a operação, é crítica também para o sistema energético.

O reservatório de Furnas opera neste final de semana com 20,09% de sua capacidade, bem menos que os 53% em igual período do ano passado. Em outras usinas, a situação também é crítica e muito diferente de anos anteriores – e isso apesar da liberação da represa Mascarenhas de Moraes, em Ibiraci (MG). Após uma disputa na Justiça entre o governo federal e cidades que serão prejudicadas, a represa da usina teve a água liberada para ajudar as outras hidrelétricas próximas.

O resultado foi que, em menos de um mês, o reservatório de Mascarenhas de Moraes, que tinha 70% de sua capacidade, foi a 37%. E, ainda assim, as outras usinas do Lago de Furnas tiveram sua situação apenas amenizada. Hoje, a usina de Marimbondo opera com 23% e Água Vermelha está em 15%.

Estiagem. Nos últimos meses, a chuva não foi intensa como se esperava na região de Furnas. Em setembro, de acordo com números da Somar Meteorologia, choveu no sul de Minas Gerais 30% menos do que o previsto. Mesmo com a expectativa de que as chuvas voltem com maior intensidade neste fim de ano, entidades que acompanham o lago acreditam que será preciso alguns anos para que ele se recupere.

A seca fez surgir situações inesperadas e imagens até então impensadas na região. Com a represa baixa, em muitos municípios ressurgiram imóveis, pontes e até barcos antigos que ficaram por mais de 50 anos debaixo da água. Eles foram inundados quando o lago foi criado para impulsionar a geração de energia elétrica no Brasil.

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