Publicado por: ferdesigner | 17/10/2014

Membros da etnia Ka’apor atacam e expulsam madeireiros ilegais

Tribos fazem blitz em reserva no Noroeste do Maranhão sem a participação de forças do Estado, batem e amarram invasores

POR O GLOBO

 Os guerreiros Ka’apor imobilizam invasores durante a operação realizada em 7 de agosto. Eles seriam supostamente entregues a policiais Foto: Lunaé Parracho/Reuters
Os guerreiros Ka’apor imobilizam invasores durante a operação realizada em 7 de agosto. Eles seriam supostamente entregues a policiais – Lunaé Parracho/Reuters

CENTRO DO GUILHERME, MA – Uma ação liderada por membros da etnia Ka’apor no último dia 7 de agosto contra madeireiros ilegais que atuam dentro da Terra Indígena Alto Turiaçu, nas imediações de Centro do Guilherme, no Noroeste do Maranhão, lançou nova luz sobre as permanentes tensões nas reservas da Amazônia Legal na região. Imagens divulgadas nesta quinta-feira pela agência de notícias Reuters mostram uma blitz levada a cabo por Ka’apors, com apoio de outras quatro tribos e sem a participação de forças do Estado, para prender os invasores. Alguns dos madeireiros foram espancados e amarrados, e outros, deixados nus para supostamente serem entregues a agentes policiais.

CAMINHÕES E ACAMPAMENTOS

De acordo com o fotógrafo Lunaé Parracho, que registrou a operação dos índios para a agência inglesa, os membros da tribo dizem estar cansados de pedir ajuda às autoridades e à Fundação Nacional do Índio (Funai). Eles vêm denunciado a constante presença de madeireiros, que dispõem de caminhões e tratores e montam verdadeiros acampamentos livremente para explorar as riquezas vegetais da reserva.

Entre as fotografias, há cenas de supostos madeireiros amarrados e cercados por homens armados de paus, foices e até rifles. Um deles tenta fugir e é açoitado por um homem que seria indígena. As roupas de alguns deles teriam sido tiradas para impedir que fugissem.

A Terra Indígena Alto Turiaçu se estende por uma área de 5.305 quilômetros quadrados, o que equivale a mais de quatro vezes a cidade do Rio de Janeiro. Como todas as reservas de grande extensão, é de difícil monitoramento e acaba sendo alvo fácil de traficantes de madeira. A estrutura dos invasores fica clara pelas imagens de caminhões queimados pelos indígenas durante a ação de agosto.

A Funai informou que os nativos, chamados de “guardiães da floresta”, têm realizado naquela região ações de apreensão de madeireiros ilegais. Em nota ao site de notícias G1, o órgão federal disse ainda que “tem

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