Publicado por: ferdesigner | 08/08/2014

Aparelhos em “stand by” desperdiçam mais energia do que o consumo total do Reino Unido

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Os mais de 14 bilhões de aparelhos “on-line”, como modems, computadores, tablets, impressoras e novos modelos de televisores, geladeiras e máquinas de lavar consumiram em 2013 o equivalente a 616 terawatts hora (TWh)
Imagem: Reprodução

Você tem o hábito de deixar seu notebook ligado por horas e horas mesmo quando não está usando o aparelho? E o seu televisor costuma ficar na função stand by? Se a sua resposta for “sim”, saiba que você contribuiu, apenas no ano passado, para um desperdício de energia de US$ 80 bilhões.

Segundo relatório publicado na primeira semana de julho pela Agência Internacional de Energia (AIE), os mais de 14 bilhões de aparelhos “on-line”, como modems, computadores, tablets, impressoras e novos modelos de televisores, geladeiras e máquinas de lavar consumiram em 2013 o equivalente a 616 terawatts hora (TWh). Destes, cerca de 400 TWh foram desperdiçados na função “stand by” – mais do que é consumido durante um ano no Reino Unido e na Noruega.

“Os consumidores estão perdendo dinheiro na forma de energia desperdiçada, o que, por sua vez, leva a maiores custos na geração e distribuição”, afirmou Maria van der Hoeven, diretora-executiva da AIE. “A proliferação de aparelhos conectados à internet traz muitos benefícios para o mundo, mas seus custos em energia estão bem acima do que deveriam ser”, completou.

Para a AIE, o problema está no que foi chamado de “network stand by”, que é o momento no qual o aparelho está inoperante, mas sua conexão com a internet segue constante.

Aqui no Brasil, mesmo o “standby” de aparelhos convencionais ainda é um problema grave e, segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a conta de um lar pode aumentar em até 15% dependendo da quantidade de eletrodomésticos.

“Em muitos casos o ‘standby’ é enganoso, fazendo a pessoa acreditar que o equipamento está em um estado de dormência, quando na verdade toda a parte responsável pela conexão à internet segue funcionando a pleno vapor”, alerta o documento.

Segundo a agência, ainda não existe tanta preocupação com eficiência energética quando o assunto são tecnologias on-line, e o que a indústria precisa fazer é promover ações semelhantes às que foram adotadas para lidar com o “stand by” de equipamentos convencionais.

Exemplo sul-coreano

De acordo como o relatório, desde 1986 a indústria de eletroeletrônicos desenvolve novas tecnologias e cria mecanismos como selos de consumo que resultaram em equipamentos que hoje utilizam apenas uma parcela da energia que se desperdiçava em “stand by” há alguns anos.

Por exemplo, no país líder nesse tipo de medida, a Coreia do Sul, uma residência hoje gasta menos da metade da energia com equipamentos em “stand by” do que se desperdiçava em 2003, mesmo possuindo um número muito maior de aparelhos.

Eficiência energética

“Apenas usando o que de melhor temos em termos de eficiência energética em eletrônicos, já se reduziria o consumo de energia desses aparelhos online em 65%”, destacou van der Hoeven.

Se forem colocadas em prática, essas medidas ajudariam a poupar 600 TWh até 2020, o equivalente a desligar 200 termoelétricas a carvão de 500 MW, representando um redução nas emissões de gases do efeito estufa de 600 milhões de toneladas métricas.

Aqui no Brasil, mesmo o “standby” de aparelhos convencionais ainda é um problema grave e, segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), a conta de um lar pode aumentar em até 15% dependendo da quantidade de eletrodomésticos.

– Conheça o relatório na íntegra –

(Via Instituto Carbono Brasil)

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