Publicado por: ferdesigner | 29/04/2014

Rio é o estado que conserva melhor o litoral

Pesquisa considera índices como proteção costeira, habitats e biodiversidade

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Angra dos Reis: qualidade ambiental do litoral da Costa Verde levantou a média do estado<br />
Foto: Custódio Coimbra

Angra dos Reis: qualidade ambiental do litoral da Costa Verde levantou a média do estado Custódio Coimbra

 

O Rio é o estado brasileiro que cuida melhor de sua zona costeira. Tem um desempenho exemplar no uso para turismo, na preservação de habitats e de sua biodiversidade. O elogio vem de um levantamento divulgado ontem pela Conservação Internacional (CI) e publicado na revista “PLOS One”, que determinou pontuações para os 17 estados litorâneos do país.

A pesquisa, batizada de Índice de Saúde do Oceano (OHI, na sigla em inglês), avaliou como o Brasil cuida dos 3,6 milhões de km² de sua zona econômica exclusiva. O resultado não foi bom — nota 60, a mesma da primeira edição do levantamento, divulgada em 2012.

O estudo foi dividido em dez quesitos, entre eles pesca, provisão de alimentos, proteção costeira, áreas especiais e águas limpas. O Rio teve notas acima da média em sete deles.

A posição do estado no ranking foi surpreendente, segundo os pesquisadores da CI e da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, que coordenou o trabalho.

— Como temos grandes lacunas de informação no Brasil, consideramos também a influência da qualidade ambiental sobre a economia e a sociedade — explica Guilherme Dutra, diretor do Programa Marinho da CI. — Para avaliar o turismo, por exemplo, consideramos quantas pessoas são empregadas no setor. Isso faz o Rio ficar acima da média.

O trunfo fluminense é atribuído principalmente ao litoral da Costa Verde e da Região dos Lagos. Segundo a CI, as unidades de conservação marinhas e costeiras no estado mantêm a biodiversidade e a qualidade dos manguezais.

No entanto, alguns quesitos quase afundaram a média estadual. A aquicultura, tida como insustentável e com poucos dados disponíveis, levou nota zero. As pontuações também foram baixas em produtos naturais (30), provisão de alimentos (36) e pesca (44).

Além do Rio, quatro estados tiveram notas acima da média nacional — Bahia e São Paulo (ambos com 66) e Amapá e Santa Catarina (ambos com 62). O Piauí (47) é o lanterninha do ranking.

Média nacional é baixa

O Índice de Saúde do Oceano surgiu como uma pesquisa global, mas este ano restringiu-se a países de maiores zonas costeiras e economias, como EUA e China. Suas avaliações ainda serão concluídas.

Em 2012, a investigação considerou o estado de zonas costeiras de 220 países e territórios. O Brasil ficou na 83ª posição.

— Estamos na média mundial, mas é uma média baixa — condena Dutra. — O ideal seria chegar à nota 80.

A carência de estatísticas atrapalha o desempenho brasileiro. O país não realiza levantamentos pesqueiros desde 2011. O governo alegou que não havia recursos.

— É imprescindível que o governo gere informações básicas como estas. Sem monitoramento não há gestão sustentável — ressalta Dutra. — Também é difícil mostrar a situação dos habitats marinhos, já que apenas 1,6% de nossa zona econômica exclusiva está dentro de unidades de conservação.

 

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