Publicado por: ferdesigner | 28/11/2013

Cidade ‘inteligente’ usa sensores para reduzir congestionamentos, poupar água e energia

Utilizar as tecnologias para ajudar a resolver os problemas urbanos é a base do conceito de Cidades Inteligentes, que já mostramos algumas vezes aqui no EcoD, inclusive com casos embrionários no Brasil. Na Espanha, a cidade de Santander atrai especialistas em tecnologia e urbanismo do mundo inteiro devido a uma rede de 12 mil sensores ligados a computadores que poupam energia e água, além de reduzirem congestionamentos e transformar a vida dos cidadãos.

Os sensores ficam escondidos em cavidades no chão ou presos a luminárias, ônibus e lixeiras. Eles medem a poluição do ar, determinam se as vagas de estacionamento estão livres e se há pessoas numa área específica. Eles também informam onde estão os ônibus e se as lixeiras estão cheias ou vazias.

Esses dados são processados em um laboratório da Universidade da Cantábria e distribuídos em tempo real a quem precisa dessas informações. O serviço de coleta de lixo, por exemplo, sabe quais lixeiras devem ser esvaziadas. Alertas de poluição atmosférica ou sonora também são emitidos quando necessário.

Com 180 mil habitantes, Santander foi escolhida como laboratório para testar tecnologias que, depois, poderão ser levadas a cidades maiores

Com base nos dados coletados, a intensidade da iluminação pública é reduzida para poupar energia em locais onde não há pessoas. E a irrigação dos jardins é ajustada em função da umidade do solo.

População engajada

Já os cidadãos interagem com o sistema por meio de aplicativos móveis e sites na web. Apps permitem, por exemplo, encontrar vagas para estacionar ou saber quando vai chegar o próximo ônibus. Se alguém aciona o smartphone perto de uma loja, pode ver as ofertas dela.

A população também se comunica com a administração municipal. Se alguém quiser informar sobre um buraco na rua, por exemplo, basta fotografá-lo com o smartphone. A foto segue junto com a localização captada pelo GPS do aparelho. O aviso vai tanto para os responsáveis pelo conserto como para os políticos que devem fiscalizá-los. E os próprios cidadãos podem acompanhar a solução. Essa transparência reduziu o tempo para solução dos problemas de algumas semanas para alguns dias.

O projeto começou há três anos com um fundo de 6 milhões de euros oriundos, principalmente, da União Europeia. Com 180 mil habitantes, Santander foi escolhida como laboratório para testar tecnologias que, depois, poderão ser levadas a cidades maiores.

Há outros centros urbanos participando, mas nenhum deles tem uma rede tão ampla quanto a de Santander. Em uma entrevista à revista alemã Der Spiegel, o prefeito Iñigo de la Serna afirmou que nenhum dos sensores havia sido destruído por vandalismo.

Ele conta que houve certa desconfiança no início. Mas a população acabou aderindo rapidamente. Contribuíram para isso os cuidados com a privacidade no projeto. Os usuários não precisam se registrar para usar os apps e o sistema não identifica as pessoas individualmente. A participação popular na administração cresceu, já que os apps também permitem enviar sugestões. Centenas delas já foram recebidas pela prefeitura. E a cidade passou a economizar 25% na conta de energia elétrica e 20% nos custos de coleta de lixo.

De la Serna adiantou ao site NPR que seu próximo plano é implantar medidores inteligentes de água e energia com comunicação sem fio nas residências e empresas.

Bem que esse modelo de cidade poderia ser aplicado no Brasil. Concorda?

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: