Publicado por: ferdesigner | 22/05/2013

A população do México em 2100

A população do México em 2100

O território do México foi palco do avanço de diversas civilizações, como os olmecas, os teotihuacanos, os maias, os zapotecas, os mixtecas, os toltecas e os astecas, que construíram grandes obras de arte, como as pirâmides de Teotihuacan e inúmeros avanços científicos. Mas com a chegada do conquistador espanhol Hernán Cortés, em 1519, a civilização asteca foi invadida e saqueada, tornando-se uma colônia espanhola, enquanto as armas europeias e a varíola matavam milhões de astecas, incluindo o imperador Montezuma.

A independência da Espanha começou em 1810, mas só se concretizou em 1821. Em 1910, houve a Revolução Mexicana que culminou na Constituição de 1917 e na criação do Partido Revolucionário Institucional (PRI) que depois de décadas no comando do país ficou alguns anos na oposição, mas voltou ao poder, em 2012, com a posse do novo presidente Enrique Peña Nieto.

A população do México era de 27,9 milhões de habitantes em 1950 e passou para 113,4 milhões de habitantes em 2010. Para 2050, a estimativa da ONU é de 143,9 milhões na projeção média, devendo cair ligeiramente para 127,1 milhões de habitantes em 2100. No final do século XXI a população mexicana pode chegar a 216 milhões na hipótese alta ou 69,6 milhões na hipótese baixa.

A taxa de fecundidade total (TFT) do México era uma das mais altas da América Latina. Em 1950 a TFT era de 6,7 filhos por mulher, mas caiu para 2,4 filhos em 2010, acima da taxa brasileira que estava em 1,9 filho por mulher. As estimativas médias indicam TFT de 1,7 filhos em 2050 e 1,95 em 2100. O número médio de nascimentos estava em 1,451 milhões no quinquênio 1950-55 e chegou a 2,266 milhões de nascimentos em 2005-10, mas deve cair para 1,276 milhões em 2100. A idade mediana era de 18,7 anos em 1950 e passou para 260,6 anos, mostrando que o México ainda tem uma estrutura etária rejuvenescida.

A mortalidade infantil era muito alta e estava em 122,4 mortes para cada mil nascimentos em 1950-55. Porém, houve uma queda significativa e a mortalidade infantil caiu para 16,7 por mil em 2005-10. A esperança de vida estava 50,7 anos em 1950-55 e subiu para 76,2 anos em 2005-10, superando os avanços brasileiros. Para 2100, estima-se uma mortalidade infantil de 2,4 por mil e uma esperança de vida de 86,4 anos.

Em termos ambientais, o México possui um grande déficit ambiental. Segundo o relatório Planeta Vivo, da WWF, a pegada ecológica per capita dos mexicanos era de 3,30 hectares globais (gha), em 2008, mas possuía uma biocapacidade de somente 1,42 gha. O México é considerado um dos novos países emergentes e há projeções que apontam para um grande crescimento econômico do país na primeira metade do século XXI. Porém, a população mexicana vai ter de fazer um esforço muito grande para colocar sua pegada ecológica dentro dos limites da sua biocapacidade.

José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

EcoDebate

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