Publicado por: ferdesigner | 27/03/2013

Projetos incentivam a geração de renda em comunidades indígenas e ribeirinhas

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Projeto Pacto das Águas trabalha junto aos povos indígenas Rikbaktsa e Zoró e seringueiros da Reserva Extrativista Guariba Roosevelt (Resex Guariba Roosevelt), no estado do Mato Grosso
Fotos: Agência PetrobrasTrês projetos, desenvolvidos em diferentes localidades, contribuem para mudar a realidade de mais de 5 mil pessoas de comunidades indígenas e ribeirinhas da Região Amazônica. As iniciativas Pacto das Águas, Carbono Cajari e Encauchados Vegetais da Amazônia têm em comum a preocupação com o manejo sustentável da castanha e do látex e o apoio dos programas Petrobras Ambiental e Petrobras Desenvolvimento & Cidadania.Para Rosane Aguiar, gerente de investimentos sociais da Petrobras, o crescimento tem que ser feito com responsabilidade social e ambiental. “E os investimentos em projetos como o Pacto das Águas, o Carbono Cajari e o Encauchados Vegetais da Amazônia permitem fomentar iniciativas que trabalham com fixação de carbono e com a criação de mercados sustentáveis”, destacou.
O projeto Pacto das Águas trabalha junto aos povos indígenas Rikbaktsa e Zoró e seringueiros da Reserva Extrativista Guariba Roosevelt (Resex Guariba Roosevelt), no estado do Mato Grosso, abrangendo uma área aproximada de 880 mil hectares e uma população de 2.500 pessoas.

A castanheira é a espécie símbolo da Amazônia, protegida por lei, e seu manejo sustentável, assim como do látex, representa a possibilidade de criação de alternativas para o sustento de famílias e para conservação da floresta em pé.

Desde que foi criado, em 2007, já foram plantadas 1,2 milhão de mudas nativas e produzidos 600 mil quilos de castanha do Brasil e 40 mil quilos de borracha natural, gerando, apenas em 2012, uma renda de R$ 200 mil do manejo dos seringais e R$ 850 mil do manejo dos castanhais.

A produção é comercializada para cooperativas e empresas do Brasil e parte é utilizada também para subsistência e rituais indígenas. “Com o apoio do projeto retomamos a nossa esperança de viver na e da floresta. Muitos dos jovens que trabalhavam em fazendas retomaram as atividades com a castanha e a seringa. Estamos num tempo em que dá gosto e orgulho de poder voltar a se sentir seringueiro”, ressaltou o seringueiro Ailton Santos.

Castanha

Outra iniciativa conta com a participação dos moradores da Reserva Extrativista (Resex) do Rio Cajari, no Amapá. Por meio do projeto Carbono Cajari, 1.400 pessoas de 14 comunidades locais se beneficiam de atividades relacionadas ao extrativismo e processamento de derivados da castanha do Brasil.

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Desde 2011, a produção total foi de 1,25 milhão de quilos. Em 2012, a Associação de Mulheres Extrativistas do Alto Cajari, parceira do projeto, produziu quase 22 mil quilos de produtos derivados da castanha, como biscoitos e paçocas, gerando receita total de cerca de R$ 260 mil no ano.

“Hoje, estamos vendo os resultados. Isto é muito importante, porque nunca tivemos um trabalho como este que temos agora. O projeto nos acompanha e nos dá força para que tenhamos mais uma oportunidade e condições melhores de vida”, ressaltou o castanheiro Ademir Braga da Silva. A atividade castanheira foi motivo de criação de várias unidades de conservação na Amazônia, como a própria Resex Cajari e a Resex Chico Mendes, no Acre.

Tecnologia sustentável

Nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia, o projeto Encauchados Vegetais da Amazônia incentivou o desenvolvimento de uma tecnologia simples e barata que utiliza o látex extraído de seringueiras nativas como fonte de renda na produção de artesanatos. Esta tecnologia social, criada por indígenas, seringueiros, ribeirinhos, quilombolas e agricultores familiares, utiliza materiais para transformar o látex em artesanatos de borracha, conhecidos como encauchados.

Da mistura do látex com as fibras e corantes vegetais, as comunidades conseguem produzir bolsas, mochilas, mantas, porta-lápis, pratos e pinturas artesanais em camisetas com o uso de grafismos locais, além de outros artigos que são vendidos tanto em feiras regionais quanto no exterior. A Petrobras patrocina o projeto desde 2009, e já atendeu mais de 1.500 pessoas, em 17 municípios do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia, com atividades de geração de renda.

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