Publicado por: ferdesigner | 22/02/2013

A população da Argentina em 2100

A população da Argentina em 2100

A população da Argentina era de 17,2 milhões de habitantes em 1950, cerca de um terço da população brasileira da época e passou para 40,4 milhões de habitantes em 2010, menos de um quarto da população brasileira. Portanto, a Argentina teve um crescimento demográfico mais lento do que o brasileiro. Para 2050, a estimativa é de 50,6 milhões na projeção média, devendo cair ligeiramente para 49,2 milhões de habitantes em 2100. No final do século XXI a população a argentina pode chegar a 80 milhões na hipótes alta ou 28,5 milhões na hipótese baixa.

A taxa de fecundidade total (TFT) da Argentina já era baixa, para os padrões latino americanos, em 1950, sendo de 3,15 filhos por mulher em meados do século passado, passando para 2,25 filhos em 2010, acima da taxa brasileira que estava em 1,9 filho por mulher. As estimativas médias indicam TFT de 1,85 filhos em 2050 e 1,94 em 2100. O número médio de nascimentos estava em 458 mil no quinquênio 1950-55 e chegou a 691 mil nascimentos em 2005-10. A idade mediana era de 25,7 anos em 1950 e passou para 30,4 anos, mostrando que a Argentina tem uma estrutura etária mais envelhecida que a do Brasil.

A mortalidade infantil e a esperança de vida estavam, em 1950-55, em 65,9 mortes para cada mil nascimentos e 62,5 anos, respectivamente. A mortalidade infantil caiu para 13,4 por mil e a esperança de vida subiu para 75,3 anos, no quinquênio 2005-10. Para 2100, estima-se uma mortalidade infantil de 3,3 por mil e uma esperança de vida de 85,6 anos. Os indicadores argentinos de saúde são melhores do que os indicadores brasileiros.

Em termos ambientais, a Argentina possui um grande superávit ambiental. Segundo o relatório Planeta Vivo, da WWF, a pegada ecológica per capita dos argentinos era de 2,71 hectares globais (gha), em 2008, mas possuia uma biocapacidade de 7,12 gha. A Argentina é um país que tem tudo para dar certo e para ser uma referência econômica, social e ambiental para o mundo. Mas ainda falta transformar o potencial em capacidade real.

José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

EcoDebate

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