Publicado por: ferdesigner | 21/12/2012

Designer tem papel fundamental nas escolhas sustentáveis do público, defende pesquisadora

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Um dos responsáveis por essas escolhas dos consumidores pode ser um designer
Foto: FilimonasPor que comprar produtos que não são necessários? Ou ainda, optar por um fabricado em locais distantes, se é possível adquirir um semelhante de origem local? Um dos responsáveis por essas escolhas dos consumidores pode ser o designer.Cada vez mais as pessoas passam a ter consciência sobre a sustentabilidade, englobando os seus quatro pilares: ambiental, cultural, econômico e social. Este contexto possibilita também a análise do consumo consciente:

“Não devemos parar de comprar, mas precisamos analisar o que vamos comprar. O profissional de criação tem papel fundamental nas escolhas sustentáveis de um determinado público, pois ele faz parte do desenvolvimento de algo que é comercializado, seja uma marca ou um projeto”, explicou Teresa Franquiero, vice-diretora do Programa Doutoral em Design, da Universidade de Aveiro, localizada em Portugal.

Segundo ela, ao criar um produto, uma campanha ou um projeto, os designers precisam se apropriar de inovações sociais, assim como se apropriam das tecnológicas. “Tudo que tem um impacto social, que envolve as pessoas, impacta na sustentabilidade e traz benefícios ao planeta”, frisou.

Durante a palestra de abertura do Segundo Colóquio de Design Social & Sustentabilidade, realizado nos dias 6 e 7 de dezembro, em Salvador, Teresa apresentou alguns projetos de design social. Um deles, trata-se de um trabalho com presidiários, na Europa, em que o grupo de designers ficou responsável por promover a interação dos penitenciários de forma que todos mantivessem um clima pacífico e participativo.

A portuguesa contou que, para atingir a meta, os profissionais precisaram conhecer os gostos de cada um para desenvolver atividades como pinturas (comercializadas posteriormente), plantações, diminuição nos desperdícios de água e alimentos, que teve como consequência a harmonização do local. “Esse projeto poderia se encaixar em todo o mundo, se interesses políticos e econômicos não se sobrepusessem a todo o resto”, explicou Teresa.

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O tema foi debatido durante evento, em Salvador
Foto: Jessica Sandes

Papel Social

Uma das responsáveis pela disseminação do modelo de design participativo, Fernanda Martins também esteve presente ao evento e destacou a importância deste profissional ter consciência do seu papel.

“Todo design é social. Ele é o mediador entre valores, sentidos e culturas”, apontou Fernanda, que ainda comentou: “Um designer pode apenas fazer o que a empresa quer, ou ir além dando sugestões sustentáveis, seja sobre um material ou uma estratégia. Essa consciência se faz necessária”.

O design participativo é marcado pela interação entre contratados e contratantes, de forma que a proposta da empresa consiga ser traduzida fielmente durante a construção de sua imagem.

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